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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Samsung anuncia tecnologia que pode transformar sua janela em um display de LED



Foto: Reprodução: Engadget
Os novos displays de LED terão o dobro de claridade dos que estão disponíveis no mercado.
Por Fernanda Morales
A Samsung anunciou nesta segunda-feira, 10, que seus engenheiros estão trabalhando em uma tecnologia muito avançada de telas de LED, que irão permitir a produção de displays gigantes utilizando vidro comum.
De acordo com o The Korean Herald, o Instituto de Tecnologia Avançada da empresa conseguiu criar um “nitrato de Gálio cristalino em vidro amorfo” – o nome é sim bastante esquisito, mas a estrutura cristalina irá permitir criar produtos com telas maiores, utilizando componentes mais baratos.
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LEDs e “LEDs”

O que se chama de “tela LED” hoje em dia é na verdade uma tela de LCD, ou cristal líquido. O LED (light emitting diode ou diodo emissor de luz) não e responsável pela geração da imagem, e sim pela iluminação traseira do cristal líquido – este sim é que desenha as imagens na tela. Há centenas de LEDs de luz branca na parte de trás do display só para iluminá-lo. Os televisores e monitores “que não são LED” são também de LCD, mas iluminados por uma lâmpada fluorescente comum.
Já a tecnologia elaborada pela Samsung permite que se crie displays cuja imagem seria formada pelos próprios LEDs, dispensando o LCD. O telão com LEDs poderia servir tanto para iluminação como para mostrar imagens. Além disso, como o substrato dos LEDs não é mais feito de safira, e sim de vidro, é muitíssimo mais barato de se fabricar, e tem uma transparência tal que pode ser usado também como janela comum, para deixar o sol entrar.
Segundo o The Next Web, com o novo processo de fabricação dos displays será possível aumentar em até 400 vezes o tamanho das telas de LCD+LED disponíveis no mercado hoje. A empresa acredita também que em dez anos os painéis de vidro dos displays terão o dobro de claridade dos display de LCD+LED atuais.
A Samsung afirmou que a tecnologia ainda deve levar pelo menos uma década para estar disponível no mercado.
A Geek pondera: mesmo sendo mais barato que os LCDs, já pensou o prejuízo de uma bolada numa vidraça dessas?

Quando foi inventado, nos anos 60, o LED servia apenas pra substituir lâmpadas comuns – já era uma alternativa menor, que esquentava menos e consumia menos energia. Mas foi se miniaturizando cada vez mais e hoje vemos telas inteiras construídas apenas com ele, como a tecnologia OLED (LED orgânico) e esse novo painel cm substrato de vidro da Samsung. Nos anos 70, dizia-se que o LED era o futuro. Estavam certos. (Imagem: Wikipedia / Creative Commons)

Chupado aqui

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Robô Romo é alimentado por um smartphone


Fotos: Reprodução: SlashGear
O robô em formato de tanque de guerra pode disputar corridas de kart com outros adversários.
Por Fernanda Morales
Robôs que desempenham as mais diversas funções são inventados diariamente, agora já imaginou um robô em formato de tanque de guerra alimentado por smartphone? Pois ele já existe e se chama Romo.
O Romo utiliza uma plataforma de acrílico no formato de um tanque de guerra e utiliza dois motores que são alimentados por um aparelho smartphone, que se conecta com a base através da porta de conexão do fone de ouvido.

De acordo com o Engadget, o smartphone funciona como o ‘cérebro’ do robô e para ser utilizado são necessários três aplicativos, que estarão disponíveis para iOS e Android.
O aplicativo RomoRemote permite que o usuário controle o robô com outro aparelho móvel através da rede Wi-Fi. E o Romo Kart permite o usuário dispute corridas de kart com o robô, incluindo ataques digitais para diminuir a velocidade de seus adversários.
A base do Romo recarrega com uma conexão USB e o robô ainda pode trabalhar como um espião, utilizando a câmera da frente dos aparelhos móveis para gravar tudo por onde ele passa.
Segundo o SlashGear, o projeto tem até o dia 21 de novembro para conseguir arrecadar pelo Kickstarter US$ 32 mil e começar sua produção. Se você se apaixonou pelo pequeno Romo pode já garantir o seu fazendo uma doação de pelo menos US$ 78.


Chupado aqui

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ilha será 'movida' a óleo de coco e luz solar até 2012

Atol Fakaofo é um dos três que compõem a ilha Tokelau, no sul do Pacífico, região que será 100% alimentada por energia renovável. Foto: Wikimedia/Reprodução

Atol Fakaofo é um dos três que compõem a ilha Tokelau, no sul do Pacífico, região que será 100% alimentada por energia renovável
Foto: Wikimedia/Reprodução

Óleo de coco e luz solar serão as duas fontes renováveis de energia para a produção de toda a eletricidade da ilha de Tokelau, na Nova Zelândia. O sol será responsável por 93% do total, e o restante virá dos frutos dos coqueiros. A ilha no sul do Pacífico deve atingir o patamar totalmente sustentável até a metade de 2012, segundo o líder local Foua Toloa. Automóveis e alguns dispositivos de cozinha ainda usarão combustível de origem fóssil. As informações são da NewScientist.
A ilha de Tokelau, composta por três atóis, abriga 1,5 mil pessoas e consome cerca de 600 litros de combustível fóssil por dia atualmente - sendo esta a principal origem da energia elétrica do local. Querosene, gasolina e gás natural vêm da Nova Zelândia.
No meio do próximo ano, a ideia é que cada atol tenha uma usina de energia solar, com baterias para armazenar a eletricidade gerada durante o dia para o consumo durante a noite. Para suprir a demanda em momentos de alto consumo ou em períodos nublados, um gerador movido a óleo de coco será usado para abastecer as residências e recarregar as baterias do conjunto solar.
A área ocupada pelos painéis fotovoltaicos em cada atol deve ser de cerca de 200 metros quadrados, de acordo com Christopher Dey, da Universidade de Sidney, na Austrália. Quanto ao óleo vegetal, serão necessários 20 a 30 litros por dia, o equivalente a cerca de 200 cocos, segundo o estudo de viabilidade realizado pela Empower Consultoria, da Nova Zelândia. A empresa afirma que a quantidade torna o processo sustentável, considerando a presença abundante do fruto na região.
A ilha de Tokelau não será a primeira a ser 100% verde em termos de produção de energia. Em 2007, a ilha de Samso, na Dinamarca, se tornou a primeira a suprir sua demanda energética exclusivamente a partir de recursos renováveis. Com área duas vezes superior à de Manhattan, onde fica uma parte da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, a energia do local vem majoritariamente de usinas eólicas, que produzem 100 milhões de quilowatts hora por ano.
Os atóis neozelandeses também não mão são os únicos tentando atingir o patamar de sustentabilidade. El Hierro, a menor ilha das Canárias, na Espanha, que abriga 11 mil pessoas, também quer que toda a sua energia venha de fontes renováveis. A expectativa da região espanhola é atingir o objetivo até o final de 2011.