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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Insônia - Faça seu Robô Wi-Fi controlado via Internet


Robô Wi-Fi controlado via Internet com Arduino e Shield Ethernet

Insônia: Antes que eu me esqueça, achei alguns sites interessantes que vendem peças, placas, etc a preços interessantes, enfim, o que precisar para montar robôs ou eletrônicos. caso próximo  a você seja mais barato que nos lugares que indiquei, poste aqui no site pra divulgarmos. Segue a lista:
***** Lojas Online *****

Placas de Circuito Impresso (protótipos)
- pci.eletronica.org

Componentes Eletrônicos
- www.soldafria.com.br
- www.compomil.com.br
www.casanovatron.com.br

Robótica/Módulos de arduino/Prototipagem/Sensores
- www.robocore.net
- www.webtronico.com
- http://tato.ind.br/
- www.sparkfun.com

Peças de computadores, eletrônicos, ferramentas, brinquedos geeks
- www.dealextreme.com


Agora nossa programação normal ;)

Esse é um robô com 3 rodas feito com motores DC e controlado pelo Arduino com Shield Ethernet. As duas rodas da frente possuem tração, cada uma está ligada a um motor DC, a de trás gira e vira livremente.


Se os dois motores girarem para frente, o robô anda para frente, se o motor da direita gira para frente e o motor da esquerda gira para trás, o robô vira para a esquerda, e vice-versa para virar para a direita.






O robô é comandado por uma página HTML que ele mesmo gera trabalhando como webserver. Ou seja, você acessa o endereço IP configurado no programa feito para o Arduino e abre a página HTML que ele gera. Ela contém 3 botões: “esquerda”, “frente” e “direita”. Quando se aperta um botão, o formulário da página HTML envia os dados via ethernet para o arduino+shield que interpreta e manda sinais para uma placa controladora. Essa placa foi feita com transistores operando como chave e relês de dois pólos e dois terminais, que invertem a polaridade dos motores conforme a direção que se pretende que eles girem.


O arduino é programado para emitir 4 sinais digitais de saída, 2 para cada motor, sendo 1 para acionar o motor (liga/desliga através dos transistores) e outro para dizer a direção (“0” para a frente, e “1” para trás), esse último sinal aciona o relê que inverte a polaridade do motor.


Cada vez que o usuário aperta o botão, o programa aciona os motores de acordo com a direção a ser seguida por 1 segundo para virar e 2 segundos para andar para frente. Isso evita que o robô ande indefinidamente caso haja perda de conexão. Já que foi desenvolvido para operar remotamente em rede wi-fi (ele possui um access point acoplado) com câmera IP e via internet (basta configurar o roteador onde ele será instalado para fazer encaminhamento de porta). Além disso existe o atraso da câmera e da internet. Para que seja viável sua operação, o usuário terá que dar o comando e aguardar a resposta do sistema. Acompanhando via câmera IP. Dessa maneira pode-se controlar o robô de qualquer lugar no planeta.


Em caso de dúvida, é só escrever.


Veja abaixo o diagrama de blocos, as imagens e o programa para o Arduino:









Diagrama de blocos



Robô (caixa plástica, câmera IP, rodízios de carrinho de mão, switch e access point)



Robô aberto mostrando a montagem (tosca eu sei! Hehehe... mas foi só para brincar)



Placa controladora dos motores. Transistores operando como chave e relês 2 terminais e 2 posições para inversão da polaridade do motor (andar para trás)



Placa reguladora de tensão, alimenta o Switch e a Câmera. O resto trabalha em 12V, que é a tensão da bateria.



Arduino com Ethernet Shield



Programa para o arduino. Usa biblioteca para o Ethernet Shield:


#include <Ethernet.h>
#include <WString.h>

// network configuration. gateway and subnet are
optional.


byte mac[] = { 0xDE, 0xAD, 0xBE, 0xEF, 0xFE, 0xED };
byte ip[] = { 192, 168, 0, 177 };
byte gateway[] = { 192, 168, 0, 1 };
byte subnet[] = { 255, 255, 255, 0 };


boolean esquerda = false;
boolean direita = false;
boolean frente = false;
boolean primeiralinha = true;


Server server = Server(80);

void setup()


{
// initialize the ethernet device
Ethernet.begin(mac, ip, gateway, subnet);


// start listening for clients
server.begin();


pinMode(2, OUTPUT);
pinMode(3, OUTPUT);
pinMode(4, OUTPUT);
pinMode(5, OUTPUT);
}



void loop()
{


Client client = server.available();

esquerda = false;
direita = false;
frente = false;


// Aguarda o fim da HTML request do cliente
if (client) {
boolean NEW_LINE = false;
boolean primeiralinha = true;
String linha = "";


// Aguarda a chamada HTML e extrai dela a resposta do formulario


while (client.connected()) {
char c = client.read(); // Le os caracteres da chamada HTML um a um
linha.append(c); // Monta a string 'linha' com os caracteres lidos
if (c == '\n') { // Se for fim da linha


if (linha.contains("esquerda=esquerda") && primeiralinha) esquerda = true; // Se a string (linha) tiver o termo e for a 1a linha da chamada HTML
if (linha.contains("direita=direita") && primeiralinha) direita= true; // idem
if (linha.contains("frente=frente") && primeiralinha) frente =true; // idem


linha = ""; // apaga linha para receber a proxima linha
NEW_LINE = true; // comecou nova linha
primeiralinha = false; // a proxima nao sera a primeira linha


} else if (c != '\r') {NEW_LINE = false;} //ainda nao acabou o texto


if (c == '\r' && NEW_LINE) { // acabou a chamada porque a ultima linha eh vazia 'carriage return'


break; // Interrompe o loop do while


}
}
}





client.println("HTTP/1.1 200 OK");
client.println("Content-Type: text/html");
client.println();


client.write("<html><head></head><body>Controle de Robo atraves de Rede Ethernet<br><br>");


if (direita) { client.write("Direita...");
digitalWrite(2, HIGH); digitalWrite(3, LOW);
digitalWrite(4, HIGH); digitalWrite(5, HIGH); delay(1000);
} else {digitalWrite(2, LOW); digitalWrite(3, LOW); digitalWrite(4, LOW); digitalWrite(5, LOW);}


if (esquerda) { client.write("Esquerda...");
digitalWrite(2, HIGH); digitalWrite(3, HIGH);
digitalWrite(4, HIGH); digitalWrite(5, LOW); delay(1000);
} else {digitalWrite(2, LOW); digitalWrite(3, LOW); digitalWrite(4, LOW); digitalWrite(5, LOW);}


if (frente) { client.write("Frente...");
digitalWrite(2, HIGH); digitalWrite(3, LOW);
digitalWrite(4, HIGH); digitalWrite(5, LOW); delay(2000);
} else {digitalWrite(2, LOW); digitalWrite(3, LOW); digitalWrite(4, LOW); digitalWrite(5, LOW);}


client.println(


"<table><tr>"
"<td><form method=get name=esquerda><input type=hidden name=esquerda
value=esquerda><input style=width:60pt type=submit
value=esquerda></form></td>"
"<td><form method=get name=frente> <input type=hidden
name=frente value=frente> <input style=width:60pt type=submit
value=frente></form></td>"
"<td><form method=get name=direita> <input type=hidden name=direita value=direita> <input style=width:60pt
type=submit value=direita></form></td>"
"</tr></table></body></html>");


client.stop();


}

Atenção! De tempos em tempos a Arduino altera algumas bibliotecas. Não copie e cole o programa acima apenas, analise-o e entenda-o. Assim, você será capaz de fazer qualquer atualização necessária. Ah! E claro. Caso faça alguma atualização, compartilhe-a conosco aqui.


Muita gente tem me perguntado diversas coisas sobre esse projeto, demosntrando dificuldades variadas. Para que seu projeto evolua de maneira a manter a sua motivação do começo ao fim, sugiro que comecem do mais básico e vão expandindo conforme a grana e as dificuldades técnicas. Assim, não importa até onde cheguem, sempre terão algo interessante (e funcionando) alcançado.
Sugiro as seguintes etapas:

Etapa 1 - Parte mecânica
- Com peças usadas de bicicleta, vocês podem construir as esteiras, que seriam movimentadas por motores DC com caixa de redução. Acessa esse endereço: http://labdegaragem.com/profiles/blogs/esteira-para-robo-com-corrente
Se essa parte estiver muito difícil ou faltar ferramentas, coloque rodas simples mesmo.
Faça um controle remoto simples para controlar o robô.

Etapa 2 - Parte eletrônica
- Faça uma plaquinha simples com transistores de potência para controlar o acionamento dos motores a partir de baixa corrente em 5V. Com isso, qualquer sinal digital TTL poderá controlar o seu robô, sem risco de queimar o equipamento que emite o sinal. Use transistores de portência, MOSFETs, ou mesmo relês. Atenção a corrente que esses componentes irão drenar, mesmo na base.
Alimente esse circuito com uma fonte de tensão adequada para os motores, ou mesmo uma bateria. Evite baterias muito pesadas.

Etapa 3 - Integração com o Arduino
- Faça a integração do que foi feito acima com um Arduino. Escreva um programa que controle o seu robô a partir de portas de entrada do Arduino, ou o que é mais interessante, a partir de comandos de texto que você envia via porta serial (USB) do Serial Monitor da IDE do Arduino para o seu robô.

Etapa 4 - Conexão Ethernet
- Adicione um Shield Ethernet ao Arduino, conecte o seu robô ao seu Roteador (via cabo de rede). O seu robô ainda não é wi-fi, mas já estará em rede. Programe um webserver como descrito no Projeto Robô Wi-Fi para que os controles sejam feitos através de form HTML. Existem outras formas de fazer esse controle, se descobrir alguma bacana, posta pra gente aí.

Etapa 5 - Wi-Fi
- Configure um Access Point (não use um de apenas 1 porta, você precisará de 2 se quiser colocar câmera) para acessar a sua rede wi-fi. Desative a conexão wi-fi do seu notebook, se usar Desktop, desconecte o cabo de rede e conecte ao Access Point. Se a configuração estiver correta, o seu computador deve ser capaz de acessar a rede via wireless. Configurado o AP, conecte o shield ethernet ao Access Point, e tente acessar o seu IP do seu computador (reconectado a rede, claro). Se tudo funcionar, o seu Robô já terá acesso a rede (e a internet) via wireless.

Etapa 6 - Câmera IP
- Prenda uma câmera IP no seu robô e conecte-a ao Access Point. Agora seu robô tem 2 IPs, um para acessar o Arduino (webserver) e outro para a câmera. Desse jeito, para controlar o robô, você precisa abrir 2 janelas de browser para ver e controlar o robô.

Etapa 7 - Parte elétrica
- Seu robô já está wi-fi, mas ainda está conectado a rede elétrica através das fontes de alimentação do Arduino, do AP e da placa que alimenta os motores. Agora é hora de adicionar a bateria e fazer um circuito regulador de tensão para alimentar esses dispositivos. Verifique qual é a tensão de alimentação de cada um, e a corrente que cada um puxa. Geralmente, cada dispositivo não deve puxar muita coisa, mas é preciso medir para ter certeza. CIs da linha 78XX devem resolver (até 1A cada).

Etapa 8 - Port Forwarding
- Agora seu robô está livre de fios e cabos e já pode ser acessado via rede local wi-fi. Para que ele possa ser controlado de qualquer lugar do planeta, é preciso que o roteador permita que acessos externos a sua rede sejam encaminhados para o seu robô, onde o webserver irá responder. Para isso, configure um "encaminhamento de portas" no seu roteador, por exemplo, quando alguém acessar o seu IP externo 201.xx.yy.z:porta, o seu robô será acessado pelo webserver que você programou no Arduino, onde "porta" é a porta configurada no roteador, que é encaminhada para o IP do webserver (ou o da câmera). Seu robô usará 2 portas (1 para a câmera e outra para o webserver no Arduino).

Pronto! Caso surjam dúvidas, pode mandar que vou ajudar no que estiver ao meu alcance. Caso faça melhorias nesse projeto, poste aqui para a gente aprender com você também.

Chupado no labdegaragem e postado originalmente por Marcelo Rodrigues

sábado, 23 de julho de 2011

Policia brasileira cada vez mais parecida com a SHIELD

Insônia: Isso mesmo amigos e com grande orgulho que passo essa matéria. Sempre vemos nos quadrinhos super-equipes composta de nada menos que homens sem poderes, mas que usam apenas destreza, coragem e a tecnologia a favor do combate ao crime.
Se você não conhece a SHIELD de Nick Fury Clique então nos nomes e procure imediatamente a banca mais próxima de você. Pois a policia paulista já está se munindo de alguns bons recursos do gênero o que nos leva a um próximo nível de combate ao crime. Segue a matéria(espero que chege em todos os estados será irado quando acontecer).

A tecnologia é cada dia mais presente no cotidiano das Polícias Civil e Militar no Brasil. A mais nova aquisição dos órgãos de segurança paulista são óculos vindos de Israel que possuem uma minicâmera acoplada. Ele filma as pessoas durante eventos e envia informações em tempo real para uma base de dados que responde com os dados criminais da pessoa identificada.
Outros equipamentos permitem, além da identificação de criminosos, cruzar dados entre unidades policiais e interceptar ligações telefônicas feitas de aparelhos públicos. Veja em detalhes como funcionam os óculos e conheça outros recursos usados pelas polícias no combate ao crime.
Olhem o infográfico no link de onde tirei a materia aqui está fantástico.
 Óculos da PM - A Polícia Militar de São Paulo deve incorporar ao dia-a-dia de trabalho óculos de alto poder tecnológico. Importados de Israel no começo do ano, onde auxiliam agentes no controle de fronteiras, os óculos possuem uma minicâmera acoplada, que filma o público e envia as informações em tempo real para um HD (Hard Disk) onde está gravado o banco de dados da PM. Desta forma, o equipamento identifica e avisa o policial sobre suspeitos, pessoas desaparecidas e até veículos com irregularidades. A tecnologia promete mudar a abordagem e revolucionar o trabalho da PM. Os óculos ainda estão em fase de teste no Brasil.
Alpha - Sistema criado para possibilitar a identificação de pessoas com a utilização do método de confronto de impressões digitais, colhidas em qualquer unidade policial, com aquelas arquivadas na base de dados do sistema.
Guardião - Sistema de interceptação telefônica autorizada, interligado à rede de telefonia pública, que é acessada por via digital para o Serviço Técnico de Monitoramento Legal de Telecomunicações.
Phoenix - Sistema para reconhecimento de criminosos, que integra os dados do RDO com bancos de dados de fotos, identidade, impressão digital, voz e outras características físicas, como as tatuagens. O sistema, que utiliza tecnologia de ponta, permite a construção de retratos falados simultaneamente ao registro do boletim de ocorrência.
Ômega - Dá suporte às investigações. Suas principais funções são agilizar o trabalho de pesquisa a partir da reunião de informações e fazer a identificação automática de relações entre pessoas, veículos, armas e endereços. Está disponível para todos os policiais civis onde há links de intranet.
Rádio Digital – Implantado em 2003, é um meio de comunicação via rádio digital que permite a intercomunicação das polícias Militar, Civil e da Superintendência da Polícia Técnico-Científica e visa realizar operações conjuntas. Toda conversa via rádio digital é criptografada e, portanto, não pode ser interceptada. Além da voz, a via digital permite o fluxo de imagens e dados. Somente em 2008, o investimento no projeto foi de R$ 21 milhões.
Sala de Situação - A Sala de Situação é um ambiente onde a Polícia Civil coordena operações integradas no Estado de São Paulo, com atualização de dados em tempo real. Todas as unidades policiais do Estado têm condições de interagir com a Sala de Situação. Em ambientes climatizados, o espaço possui equipamentos para videoconferências, computadores com links de alta velocidade e ramais Voip, que permitem a obtenção de dados como perfis de criminosos. O sistema de comunicação nacionalmente integrado aumenta a capacidade de investigação e dá sequência à obtenção de informações essenciais para o combate ao crime.
Registro Digital de Ocorrências (RDO) - Foi desenvolvido para informatizar o registro dos boletins de ocorrências (BOs) e termos circunstanciados. Via intranet, as unidades policiais padronizam suas rotinas e armazenam os boletins em um banco de dados, de modo que eles sejam consultados no Infocrim.
Infocrim - Com o Infocrim, a polícia cria roteiros para patrulhamento das áreas de maior criminalidade, despachando viaturas e designando policiais para o local das ocorrências. O Infocrim cruza dados dos boletins de ocorrência para a elaboração do mapa da criminalidade.
Viaturas mais equipadas - Algumas viaturas funcionam como uma espécie de central de inteligência e para isso estão equipadas com palmtops (veículos pequenos) ou notebooks, além de rádios digitais. Assim, no local da ocorrência o policial pode, por exemplo, pesquisar um veículo, uma arma ou uma pessoa que está sendo abordada. É possível também iniciar o registro da ocorrência, sem usar a voz, pelo sistema de radiocomunicação digital.
Lanternas forenses - São três tipos de lanterna que possibilitam o rastreamento de grandes áreas e permitem a visualização de provas impossíveis de detectar a olho nu. Esse equipamento representa um investimento de US$ 15 mil.
Cromatógrafo líquido de alto desempenho - Separa os componentes de uma mistura. A partir dele é possível fazer análises de entorpecentes e identificar medicamentos. Custa ao Estado cerca de R$ 1 milhão.
Tecnologia inédita - A Polícia Militar do Estado de São Paulo assinou no dia 26 de abril um protocolo de intenções com uma empresa de tecnologia para instalar a rede de transmissão de dados conhecida como 4G, tecnologia inédita na América Latina. O grande diferencial está na velocidade de comunicação e transmissão de dados entre o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e os policiais na rua.
As informações podem ser transmitidas imediatamente aos homens mais próximos de ocorrência e a comunicação pode ser feita até por meio de videoconferência. Será possível enviar vídeos, áudios e dados em geral em segundos.
As viaturas que receberem a tecnologia também poderão acessar os sistemas inteligentes da PM, como o Fotocrim e o Copom Online, diretamente do computador de bordo do veículo. Será feito um teste de 90 dias e, se aprovada, a tecnologia será implantada em todo efetivo da PM.